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A História

Uma das primeiras turmas com pais em 1995.
AMARE começou a partir de um ideal do jovem Johannes Skorzak, conhecido como João Alemão, nascido a 27 de abril de 1956 em Siegburg, Alemanha. Ele estudou teologia e filosofia em Bonn, Colônia (Alemanha) e Lucerna (Suíça) e concluiu com o mestrado em teologia. Estagiou em Pedro II – PI, no semiárido piauiense, em 1980/81. Esta experiência o marcou tão profundamente que decidiu, um ano depois, migrar definitivamente para o Brasil. 
 
Impactado pela fome que o povo passava devido à seca e ao abandono, se dedicou integralmente ao trabalho social na periferia de Esperantina. Criou intercâmbio com organizações humanitárias alemãs para sustentar obras contra os efeitos da seca, como a reforma da igreja de Esperantina em 1983/84.
Em 1995, o governo incentivou a horticultura como aprendizagem para a subsistência.

As Primeiras Iniciativas de Apoio

Johannes conseguiu apoio na Alemanha, primeiramente através do Pe. Klaus Nickl, um amigo de universidade, e da juíza Elisabeth Winkelmeier-Becker, que, em 1996, fundou na sua cidade natal, Siegburg, a Associação de Promoção à AMARE. Nos anos 90, chegaram Martina e Bernhard Huschka, que apoiaram o projeto através do seu teatro para crianças e jovens Ohrwürmer, além do Kindermissionswerk, uma organização católica.

Este esforço de cooperação internacional foi coroado quando João Alemão conduziu sua compatriota alemã, agora deputada federal, Elisabeth Winkelmeier-Becker, a uma visita ao Piauí em maio de 2008. Eles conseguiram convencer o governador Wellington Dias a conhecer AMARE e a apoiar a causa.

A Comunidade Começa a Assumir a Causa

Em 2016, a organização criou o departamento de Mobilização de Recursos e começou aos poucos  a trilhar caminhos rumo à  independência, conquistando madrinhas e padrinhos na própria região. Esta decisão havia sido influenciada diretamente pelo primeiro seminário de planejamento estratégico no mesmo ano.

Hoje, AMARE não é apenas uma instituição para a comunidade, mas é conduzida pela comunidade. O maior legado de João Alemão e de apoiadores é o ciclo de liderança criado. Mais da metade dos colaboradores cresceu nos programas da instituição. Educadores que foram assistidos um dia se tornam um farol de esperança para as novas gerações. Eles são a prova viva de que o acolhimento e o afeto  transformam vulnerabilidade em capacidade e liderança. Pois, a coordenadora da instituição de hoje, Ana Carla Borges Rodrigues, participou da primeira turma logo após a sua fundação.