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Nossa História

Crianças e familiares na inauguração da sede (janeiro 1995)

AMARE  nasceu a partir do ideal de um jovem alemão Johannes Skorzak, conhecido como João Alemão. Nascido a 27 de abril de 1956 em Siegburg, na Renânia, Alemanha, como primeiro filho de Johannes e Gertrud Skorzak, ele perdeu a mãe cedo, aos 5 anos.  Com a irmã Anna – Katharina e o irmão Michael, encontrou abrigo no orfanato Pauline von Malinckrodt em Siegburg (1962/64). Entre 1975 e 1980, estudou teologia e filosofia na Universidade de Bonn (Alemanha) e na Universidade de Lucerna (Suíça) e concluiu com o mestrado em teologia em 1980. Johannes teve a sua primeira vivência no Brasil ainda como seminarista em Pedro II, no semiárido piauiense, em 1980/81. Cursou o seminário sacerdotal em Colônia (1981/82). Porém, o sofrimento do povo o marcou tão profundamente que o fez voltar para o Brasil, em novembro de 1982.

Johannes Skorzak – Fundador da AMARE

Ele era perseguido pelas imagens da fome que o povo passava por causa da seca e do latifúndio.   Johannes passou a se  dedicar integralmente ao trabalho social na periferia de Esperantina. Criou um intercambio com organizações humanitárias alemãs para sustentar obras contra os efeitos da seca como a reforma da igreja de Esperantina em 1983/84.

Horticultura – primeira atividade profissionalizante nas instalações Amare (1995)

Em 1984, Johannes mobilizou toda a comunidade esperantinense para um grande mutirão habitacional em prol das vítimas de enchentes do rio Longá. Em trabalho solidário, centenas de voluntários da comunidade se entregaram à construção do bairro Cristo Redentor na periferia de Esperantina.

Um cenário o intranquilizava em especial, milhares de lavradores fugiam do campo, no início dos anos noventa, para a cidade, o desenraizamento de suas origens culturais e familiares resultava em carências, no embrutecimento da luta pela mera sobrevivência e deixava as crianças à mercê da própria sorte.

Surgiam as drogas que substituíam afeto por alucinação, irrompia a violência na conquista frustrada do reconhecimento, iludia a prostituição o desejo por amor. A entrada precoce de crianças no mercado de trabalho as fez abandonar a escola. Elas trabalhavam em carvoarias, lixões, no matadouro e nas ruas.

Em 9 de maio de 1990, nasceu AMARE. Um pequeno grupo de jovens da cidade se juntou a João Alemão e eles assumiram o desafio de acolher e cuidar das crianças e adolescentes que lutavam pela sua vida nas ruas da cidade. Sob imensas dificuldades, começou o trabalho de resgate e transformação de vidas.

Durante 25 anos, ficou incansavelmente ao seu lado a pedagoga esperantinense Sônia Maria Oliveira Amorim, exemplo de vida e dedicação. A ela seguiu como diretora pedagógica Ana Carla Borges Rodrigues em 2019, que, já como aluna, frequentara a instituição, logo nos inícios.

AMARE angariou apoio na Alemanha; os primeiros foram Klaus Nickl, padre e amigo dos tempos de universidade, e a juíza Elisabeth Winkelmeier-Becker, desde 2005 deputada federal alemã.  Em 1996, Elisabeth criou em Siegburg, sua cidade natal, a Associação de Promoção a AMARE.  Em 2000, vieram os médicos Martina e Bernhard Huschka com sua equipe de teatro infanto-juvenil Ohrwürmer. Paróquias e organizações da Igreja Católica na Alemanha (Sternsingeraktion, Arquidiocese de Colônia)  e a Fundação Rudolf Muno se juntaram à defesa da causa das crianças.

E assim foi por longos anos…. até que, em 2017, a entidade criou seu departamento de marketing e captação de recursos. Aos poucos, cidadãs e cidadãos da cidade e região assumiriam a reponsabilidade pelas crianças sofridas para si mesmos.